Elisa parou e olhou para a garota.

Ela era toda pele e ossos. Seus olhos estavam arregalados de pânico e medo.

A mão da garota apertou firmemente atrás das costas.

No entanto, Elisa continuou a folhear as ervas medicinais expostas.

O mercado estava cheio de gente, e o som das pessoas gritando seus produtos e pechinchando enchia o ar. Elisa já havia esquecido de esbarrar na garotinha de antes. Depois de pagar por seus itens, ela olhou para Gareth, indicando-lhes que saíssem.

Mas eles foram bloqueados.

“Com licença. Por favor, deixe-nos passar. Elisa disse ao homem de meia idade parado no centro.

Mas ele estava mais focado no que estava acontecendo lá fora e os ignorou completamente.

Percebendo que o homem não se moveria, Gareth conduziu Elisa passando por ele, abrindo caminho no meio da multidão.

A multidão cercou a garotinha que havia esbarrado em Elisa mais cedo!

A garota parecia emasculada, como se não comesse uma boa refeição há algum tempo. Ela estava tão pálida. Seus olhos pareciam orbes grandes cheios de medo em seu rostinho.

À sua frente estava um homem de meia-idade com uma espécie de uniforme de trabalho. Ele parecia ter cerca de quarenta e poucos anos.

“Perder! Perder! Eu sinto muito!” A menina se desculpou humildemente.

Chamando sua atenção, Elisa parou para observar.

“O que vocês estão olhando? Ele está apenas disciplinando a criança!” Uma mulher gritou com impaciência.

“É assim mesmo?” Outra pessoa apareceu.

A mulher tinha visto o garçom pegando a garota roubando. Ela gritou de volta: “Essa garota é uma ladra! De todas as coisas para aprender! Não acredito que ela aprendeu a roubar tão jovem. Alguém precisa lhe ensinar uma lição!”

“Não acredito no que estou ouvindo!” A outra mulher gritou. Ela se virou e foi embora.

Elisa olhou a criança de cima a baixo. A pele da menina estava manchada de cortes e hematomas.

Ela parecia ter acabado de ser espancada.

Desprovido de empatia, o homem envolveu a mão no pescoço da garota com um aperto de ferro.

“Por favor…” Ela choramingou.

Suas pupilas dilataram de medo. Seus olhos olhavam para a esquerda e para a direita, buscando desesperadamente a ajuda de alguém na multidão.

Seus olhos encontraram o olhar compassivo de Elisa.

Os olhos da garota brilharam de esperança.

O peito de Elisa apertou. Ela desviou o olhar.

Ela não suportava ver uma criança tratada dessa maneira.

A violência nunca deveria ser a resposta, mesmo que ela tivesse cometido um erro.

O homem a estava estrangulando! E se ele a matasse? Sua família ficaria arrasada.

Não! Sua consciência não permitiria que ela deixasse isso acontecer.

Elisa largou as ervas recém-compradas e correu em direção a elas.

O homem apertou o pescoço da garota e a cor sumiu de seu rosto.

“Solte ela!” Elisa gritou.

O homem parou e olhou para ela. “Ela é sua?”

“Ela não é.” Elisa não hesitou em latir de volta. Ela estendeu a mão para tirar a garota de seu alcance.

“Então cuide da sua vida. Vou açoitar esta pequena ladra até deixá-la quase morta, nem que seja a última coisa que eu faça. O homem rosnou.

Os olhos da garota brilharam de esperança. Ela entreabriu os lábios como se quisesse dizer alguma coisa.

Ela murmurou algo para Elisa como se estivesse implorando para que Elisa a salvasse.

“Se você não a soltar agora, vou chamar a polícia.” Elisa enfiou a mão no bolso para pegar o telefone.

Isso só enfureceu o homem.

Ele caminhou ameaçadoramente em direção a Elisa.

Mas Gareth agarrou-lhe a mão antes que pudesse alcançar Elisa.

Houve um som de estalo.

O homem gritou como um porco levado ao matadouro. Ele estava com tanta dor que jogou a garota para o lado.

A garota caiu de cara no chão primeiro. Ela tossiu violentamente, cuspindo sangue.