“Então?”
Elisa teve que elogiar Norman por estar confiante de que ele recuperaria sua posição, mesmo tendo sido rebaixado a funcionário regular.
Norman tem alguma ideia do que está fazendo?
Ele está delirando!
“Qual é o sentido de trabalhar aqui se você nem sabe quem está no comando?” Norman disse friamente.
“E você? Você sabe quem eu sou? Eu sou o CEO ou você é o CEO?” ela cuspiu, sua voz ecoando ao redor.
Os olhos de Elisa se estreitaram enquanto ela olhava furiosamente para Norman.
Norman queria zombar de Elisa com base no que aconteceu com a recepcionista, mas em vez disso, Elisa gritou com ele por sua atitude descarada.
Ele pediu a Elisa que o rebaixasse a funcionário regular da Benett Corporation, acreditando que era sua única chance de recuperar seu status.
Norman sabia exatamente o que Elisa queria dizer com suas palavras.
No entanto, ele não poderia ir contra ela, pois ainda era seu subordinado.
“EM. Benett, acredito que qualquer pessoa que desrespeite você deveria ser demitida”, Norman respondeu educadamente.
Elisa ficou surpresa ao ver como Norman estava disposto a recuar e falar com ela educadamente.
Norman teria gritado com ela por tê-lo acusado no passado.
Mas agora…
Que piada!
“Por que um mero funcionário está tentando me dizer o que fazer?” Elisa instigou, sua voz repleta de condescendência.
Os olhos de Norman se arregalaram em choque, seus lábios tremendo de fúria.
Ela ficou louca? Como ela ousa zombar dele na frente dos outros funcionários?
Elisa sorriu, seus olhos enrugados de satisfação. Ela estava bem ciente dos pensamentos que giravam em sua cabeça.
Quanto mais Norman mostrava sua deferência, mais Elisa queria irritá-lo.
Ela queria ver Norman completamente perturbado.
Mas Norman sabia o que ela estava tentando fazer. Afinal, ele foi chefe da Benett Corporation por muitos anos. Como ele poderia ser tão estúpido a ponto de não entender sua agenda oculta?
Norman imediatamente rejeitou suas acusações, seus lábios se abrindo em um sorriso. “Como ouso falar pela Sra. Benett? Eu simplesmente queria ajudá-lo a falar contra aqueles que o tratam com desrespeito.”
“EM. Benett, esta é uma boa oportunidade para você estabelecer um precedente. Caso contrário, a equipe pensará que pode escapar impune.”
Ele falou com tanta convicção.
Porém, Elisa não iria deixá-lo escapar impune de seus truques. Seu sorriso se contorceu de exasperação enquanto ela continuava a provocá-lo: “Você está tentando me dizer o que fazer?”
Norman deu um passo para trás dela. “Claro que não. Como eu poderia ultrapassar meus limites? Sou apenas um funcionário aqui.”
Ele tentou agir com deferência, embora quisesse colocá-la em apuros.
Se ela continuasse a repreendê-lo, os outros funcionários que observavam a cena pensariam que ela era muito crítica.
No entanto…
Elisa riu baixinho: “Se esse não for o caso, então acredito que você não deveria interferir na forma como eu lido com esse assunto. Não mencionei antes que você não deve permitir que sua vida pessoal afete seu trabalho na Benett Corporation? Afinal…”
Elisa falou lenta e deliberadamente, como se tentasse garantir que Norman não perdesse uma única palavra.
Ela queria ver Norman perder a calma, ver o que ele faria quando não estivesse mais no controle de suas emoções.
No entanto, Norman não mordeu a isca.
Ele sabia exatamente o que Elisa esperava e não lhe daria a satisfação de vê-la ter sucesso.
Sabendo disso, ele estava decidido a não deixá-la levar a melhor sobre ele.
“… você é um mero funcionário. Desde quando o horário de trabalho é tão flexível?”
O olhar de Elisa pousou em Norman e o ar estalou de tensão.
Norman sentiu a pressão do olhar dela como um peso físico sobre os ombros.
Mas ele sabia que precisava manter a compostura.
Norman forçou um sorriso malicioso no rosto, tentando parecer indiferente. “Claro que não”, disse ele com os dentes cerrados. “Tive que comparecer a uma consulta em outro lugar.”