Elisa sugeriu que Bella fosse para casa descansar, mas Bella recusou.

“A proposta está quase pronta”, disse ela. “Só poderei dormir em paz depois de assinado.”

Elisa respeitou a decisão de Bella, mas não pôde deixar de se sentir desconfortável. Ela agarrou o volante com força. “Deixe-me saber se você não se sentir bem”, ela respondeu.

Bella assentiu concordando.

Elisa dirigiu até o escritório em silêncio. Ela não conseguia afastar a sensação de que algo estava errado.

Bella estava vulnerável, mas insistiu em trabalhar. Ela se sentiu grata a Elisa e também queria provar o seu valor.

A recusa de Paul em deixar a proposta ser aprovada fez o sangue de Elisa ferver. Ela estava determinada a garantir que a proposta fosse aprovada hoje. Ela pensou consigo mesma que faria o que fosse necessário para que isso acontecesse.

O carro parou na entrada do escritório. Elisa acompanhou Bella até o último andar e a apoiou em seu assento. Bella relutou, mas Elisa insistiu em ajudá-la. Elisa queria que todos soubessem que ela protegia Bella. Se alguém tentasse machucar Bella, teria que responder a ela.

Elisa previu que Paul ficaria furioso se soubesse dos planos dela para promover Bella. Ele era conhecido por desprezar pessoas que usavam conexões para progredir.

Ele acreditava que integridade significava conquistar sua posição por meio de trabalho árduo e mérito, e não de nepotismo ou favoritismo. Ele também acreditava que uma empresa estaria numa bagunça se as pessoas fossem promovidas com base em suas conexões e não em suas qualificações.

Em última análise, as pessoas que estavam tramando esquemas e ostentando seu poder e status eram todas pessoas sob o comando de Paulo.

No passado, Elisa não se importava com isso, pois há muito tempo Paul era um dos investidores que apoiava a empresa.

Mas ela não podia mais deixar isso acontecer!

Como esperado, Paul estava atrasado para a reunião executiva.

Alguém na sala perguntou se deveriam enviar um membro da equipe para lembrá-lo.

Os lábios de Elisa se curvaram numa expressão inescrutável. “Até o presidente sabe chegar na hora certa. Quem o Sr. Grayson pensa que é? Precisamos cancelar a reunião se ele não estiver aqui?” ela disse friamente.

A pessoa parecia descontente com as críticas de Elisa. Seus lábios começaram a tremer, mas ele não disse uma palavra. Nem todos tinham a capacidade ou o poder de falar sobre Elisa.

Depois de afirmar sua postura inabalável, ela iniciou a reunião.

Cerca de vinte minutos depois, enquanto o diretor do departamento de projetos fazia seu discurso, Paul irrompeu furioso na sala de reuniões.

A cabeça de todos se voltou para a porta. Paul estava parado perto da porta, seus olhos vermelhos e sua raiva visível através das veias saltando de seu pescoço.

“Senhor. Grayson, pensei que você não se juntaria a nós hoje”, Elisa murmurou com desdém.

Paul teve que cerrar os punhos para não dar um tapa no rosto de Elisa. Suas palavras foram respeitosas, mas seu tom era condescendente e zombeteiro.

“Eu tinha algo para fazer”, disse Paul com alegria, embora estivesse fervendo de raiva.

Ele não teria alcançado sua posição atual se não conseguisse manter a compostura diante de pessoas de autoridade superior.

Em pouco tempo, Paul se recompôs e voltou a ter uma expressão neutra.

“Já que você está aqui, sente-se”, disse Elisa, apontando para um assento à sua esquerda. “Você chegou bem a tempo de ouvir os próximos planos. A próxima tem a ver com pesquisa de mercado, o departamento pelo qual você é responsável.” Ela não lançou outro olhar para Paul.

Paul fervia de raiva, com o rosto vermelho e os punhos cerrados. Ele sabia que não poderia atacar Elisa, então sentou-se e tentou se acalmar.