A cor sumiu do rosto de Paul e seus olhos se arregalaram de medo.
Ele havia sido pego em flagrante e sabia disso.
Elisa o expôs na frente de todos; não foi diferente de uma execução pública.
Rochelle percebeu o olhar de Paul olhando para ela. Ela baixou a cabeça, olhando para o chão. Os olhos de Paul ficaram frios de indignação.
Ela havia causado uma bagunça e agora Paul ficou segurando a sacola.
Elisa ignorou a interação deles e voltou-se para as outras partes interessadas. Ela ergueu a voz e perguntou: “Se pessoas como Rochelle podem se tornar diretoras do nosso departamento de projetos, então por que Bella não pode assumir a posição de líder de equipe?”
Rochelle, que foi trazida para a empresa por Paul, agora estava sendo derrubada por Elisa, que expunha seus esquemas anteriores.
Paul sentiu uma sensação de aperto no estômago quando seu rosto ficou vermelho de raiva.
“Acredito que Rochelle deveria ser responsabilizada por suas ações”, disse ele, com a voz tensa. “No entanto, ela também tem sido um ativo valioso para a empresa. Proponho que reduzamos o salário dela pelos próximos três meses como punição. Quanto a Bella, acredito que ela é mais do que qualificada para ser líder de equipe e aprovo sua designação.”
Paul tentou minimizar a situação dando a Elisa o que ela queria, mas não foi o suficiente. Rochelle deveria estar na prisão por desvio de fundos da empresa. Não havia como Elisa libertá-la simplesmente reduzindo seu salário por três meses.
Ele estava propondo uma solução que os teria beneficiado enormemente, mas agiu como se estivesse perdendo.
Seu tom implicava que ele não se importava de assumir a responsabilidade por esse assunto, desde que a empresa não entrasse no caos.
Como esperado, ele continuou, tentando desviar a gravidade do assunto. “Elisa, você ainda é jovem. Você não tem experiência em lidar com um assunto como esse. A empresa perderá sua estabilidade se não for tratada adequadamente.”
Rochelle sabia que Paul estava tentando protegê-la, então ela concordou prontamente com a ação proposta. Ela também prometeu orientar bem Bella em seu trabalho.
Tudo parecia estar indo conforme o planejado.
Afinal, Paul finalmente decidiu dar a posição de líder da equipe para Bella.
Mas Elisa não estava aqui para discutir assuntos com eles.
Ela tinha autoridade para determinar o que aconteceu com eles.
“Seria o maior erro da empresa manter alguém que trai a confiança de todos”, afirmou Elisa com voz de comando. “EM. Matterson, você está demitido. Seu cargo será assumido pela Sra. Wickam com um período probatório de três meses.”
Elisa disse tudo de uma só vez, deixando Rochelle em estado de choque total. Até Bella ficou chocada ao ouvir seu anúncio. Elisa nunca havia mencionado a possibilidade de assumir o papel com ela antes.
Rochelle já havia se aproximado de Paul, implorando em lágrimas que a mantivesse na companhia.
Rochelle começou a chorar enquanto se agarrava a Paul. Ele teria que confortar seu amante mais tarde.
Mas ela estava implorando à pessoa errada.
As veias de Paul saltaram em seu pescoço enquanto seus olhos se estreitavam para Elisa. “O que você está tentando alcançar?” ele perguntou indignado. “Você não tem medo de perder o apoio das pessoas que estão aqui há décadas e ajudaram a construir esta empresa?”
Elisa levantou-se da cadeira e caminhou até o meio da mesa de reunião. Ela colocou as mãos firmemente sobre a mesa e olhou para todos com um olhar pressionador.
“Todos aqui contribuíram muito para a empresa”, disse ela com voz clara e determinada. “Eu nunca consideraria isso garantido. Porém, tenho meus princípios e meus valores. Eu não toleraria ninguém que fosse contra o que minha empresa representa. Seria um abandono do meu dever como CEO deixar Rochelle partir hoje.”
Elisa enfatizou a gravidade das suas palavras, fazendo com que todos entendessem a importância da sua decisão. Ela fez com que todos se opusessem a Paulo.
Vendo como ninguém discordava de seus comentários, ela lançou a Paul um olhar visceral de satisfação.