Elisa e Bella entraram juntas no carro. Bella graciosamente ocupou o banco do passageiro enquanto Elisa e Gareth ocuparam os bancos traseiros. O veículo deslizou suavemente, seguindo em direção à Mansão Wickam.
Gareth notou Elisa absorta em seu telefone e gentilmente o tirou de suas mãos. “Você não tem medo de enjoar no carro?” ele perguntou com preocupação.
Elisa lançou-lhe um olhar descontente, estendendo a mão na expectativa para recuperar o telefone. “Me devolva. Tenho algo importante para resolver.
Recusando-se a ceder, Gareth segurou o telefone de brincadeira, desafiando-a a recuperá-lo dele. “Apenas alguns de seus funcionários estão saindo. Isso é realmente importante para você, Sra. Benett?
A testa de Elisa franziu-se à menção do incidente. Enquanto isso, Bella, sentada no banco do passageiro da frente, virou-se para Gareth, intrigada. “Gareth, você sabe quem está por trás disso?”
Gareth encontrou o olhar de Elisa antes de responder: “Não só eu sei, mas tenho certeza de que você também sabe, Sra.
Bella olhou curiosa para Elisa, perguntando-se por que ela não havia compartilhado essa informação.
Elisa suspirou interiormente, percebendo que a evasão não funcionaria nesta situação. Ela admitiu: “Sim, agi assim que o incidente ocorreu e descobri quem foi o responsável”.
Os olhos de Bella brilharam, ansiosos para saber o culpado. “Quem é esse?”
Gareth decidiu acrescentar um toque de intriga à conversa. “Por que você não adivinha?”
Bella quebrou a cabeça, mas não conseguiu encontrar uma resposta plausível. Embora Rochelle guardasse rancor dela, ela já havia deixado a empresa e parecia improvável que causasse problemas agora.
A única outra pessoa relacionada com Rochelle era Paul, mas será que ele recorreria a tais táticas para uma vingança pessoal? Parecia improvável, dada a sua posição dentro da empresa.
Balançando a cabeça, Bella cedeu: “Não consigo adivinhar.”
Gareth lançou a bomba, “Valor Corporation”.
O coração de Bella afundou como uma pedra. Não era esse o principal cliente com quem ela estava prestes a assinar um contrato no valor de um milhão? Eles demonstraram interesse genuíno na colaboração e Bella ficou entusiasmada com a parceria.
“Como isso pode ser…” ela murmurou, sua mente girando em descrença.
Compreendendo a angústia de Bella, Gareth explicou: “É desconcertante, não é? A Sra. Benett provavelmente não o informou para protegê-lo de estresse desnecessário.
Elisa olhou para Gareth, notando seu esforço sutil para defendê-la.
Gareth piscou, insinuando que Elisa continuasse com sua explicação.
Sempre calma, Elisa voltou sua atenção para a janela, escolhendo cuidadosamente as palavras.
A expressão de Bella azedou quando a realidade da situação se instalou. “Então, eles pretendiam nos enganar desde o início? Eu fui apenas um peão para eles se aproximarem da empresa, não foi? Eu me sinto tão tolo.
O arrependimento tomou conta de Bella enquanto ela se repreendia por não perceber o engano deles.
Elisa interveio com palavras de conforto: “A culpa não é sua. Ninguém poderia ter previsto seus verdadeiros motivos. As intenções das pessoas são muitas vezes difíceis de decifrar.”
Dominada pelas emoções, Bella questionou: “O que devo fazer agora?”
Elisa garantiu-lhe: “Aja como se não soubesse de nada. Continue com as negociações e finalize o contrato. Mas preste muita atenção ao revisar os termos. Evite tomar decisões impulsivas ou tentar fazer reparações. Lembre-se, isso não é culpa sua.”
As bochechas de Bella coraram de gratidão. Ela não conseguia esconder nada da compreensão perspicaz de Elisa. Concordando com a cabeça, ela resolveu seguir as orientações de Elisa, embora sua mente permanecesse preocupada durante toda a viagem.