Os instintos de Bella soavam sirenes de que algo estava errado com o vinho. Ela olhou para Luke e balançou a cabeça. “Não, vou dar uma passada. Tenho que manter a cabeça limpa para ir para casa mais tarde.”
“Indo para casa?” O sorriso de Luke se contorceu como se ele tivesse acabado de ouvir a piada mais engraçada e não conseguisse parar de rir.
Bella foi pega de surpresa pela reação estranha dele. Ela rapidamente enfiou a mão na bolsa, pegou o spray de pimenta e olhou nos olhos de Luke, observando movimentos repentinos.
Antes que ela pudesse piscar, Luke segurou uma taça de vinho em uma mão e segurou o queixo de Bella com força na outra.
Ele apertou e doeu como um louco. Bella pressionou as mãos no peito, empurrando para trás, e então lutou como se sua vida dependesse disso.
Luke era implacável, seu aperto na cabeça de Bella era inflexível, como se estivesse prestes a forçar aquele vinho tinto em sua boca.
Bella percebeu que estava encurralada, então rapidamente derrubou a taça de vinho no chão.
O vidro caiu, quebrando-se em pedaços.
Alguns fragmentos até cortaram Luke.
Mas ele não parecia perturbado pela dor; seus olhos se fixaram em Bella com um olhar sinistro.
“Eu tenho que ir!”
Bella sentiu que algo estava seriamente errado e disparou em direção à saída.
No entanto, quando ela agarrou a maçaneta, descobriu que a porta estava trancada do lado de fora.
Murmurando uma maldição, Bella virou-se cautelosamente, mascarando seu medo do olhar vigilante de Luke.
Ela tentou dizer algo para acalmar a situação, mas foi inútil.
Luke olhou para ela como um predador equilibrado, pronto para atacar sua presa.
Mas Bella não estava disposta a esperar que ele fizesse um movimento.
Sua mão entrou furtivamente na bolsa e agarrou o spray de pimenta com determinação.
Quando Luke se lançou sobre ela, Bella sacou o spray de pimenta e deu-lhe uma dose forte.
“Vá para o inferno!”
Os gritos de dor de Luke encheram a sala enquanto ele protegia os olhos.
Reagindo rapidamente, Bella correu para o banheiro e rapidamente trancou a porta.
Naquele momento, tudo o que ela desejava era um telefone para ligar para a polícia ou encontrar uma forma de entrar em contato com Elisa.
Neste momento crítico, a sua única opção era confiar nos instintos de Elisa.
Seu último recurso foi orar de todo o coração para que sua determinação não vacilasse.
Enquanto isso, Elisa já havia chegado ao resort e se unido a Gareth.
Eles chegaram em SUVs, cada um carregado com quatro homens robustos e capazes.
Acontece que esses quatro homens eram policiais.
Juntos, o grupo de dez pessoas avançou em direção à recepção, exalando uma presença intimidadora que deixou a recepcionista visivelmente abalada.
Elisa se aproximou, acalmando a recepcionista, e gesticulou em direção aos policiais com Gareth, perguntando: “Ei, por acaso vocês têm um quarto com o nome de Luke Connor? Você poderia verificar isso para nós?
Os policiais mostraram seus crachás para a recepcionista, que rapidamente recuperou o número do quarto e o repassou.
Com Elisa no comando, o grupo entrou no elevador com confiança, a energia palpável.
A essa altura, Luke já havia esfriado, embora seus olhos permanecessem injetados, dando-lhe uma aparência ainda mais ameaçadora.
Ele esfregou os olhos, balançou a cabeça e sua fúria foi aparente desta vez.
Luke examinou a sala, pegou uma cadeira e foi em direção ao banheiro.
Bella ouviu o som da cadeira sendo arrastada e vislumbrou uma figura do lado de fora da porta do banheiro.
Seu coração disparou, sentindo como se pudesse explodir em seu peito a qualquer segundo.
‘Baque, baque, baque…’
Os ouvidos de Bella estavam cheios de nada além do ritmo fraco de seu próprio coração.
Lá fora, ainda não havia movimento — apenas a calma misteriosa que precedeu a tempestade.