Mais três dias se passaram desde que Elisa acordou na rústica casa de palha.
Durante esse tempo, Gareth trouxe diligentemente refeições e remédios à base de ervas. Embora Elisa não conseguisse decifrar as plantas locais que ele usava, seus efeitos eram inegáveis.
A cada dia que passava, Elisa sentia a garganta cicatrizando e as forças voltando. No entanto, ela não pôde deixar de ficar intrigada com os estranhos ferimentos no corpo de Gareth.
Ele parecia estar escondendo-os deliberadamente, evitando o olhar dela sempre que estavam visíveis.
Ele habilmente mudava de assunto quando ela perguntava sobre eles ou oferecia explicações vagas.
Esse comportamento intrigante continuou durante os primeiros dias, mas pareceu diminuir no terceiro.
No quarto dia, Elisa espreguiçou-se indolentemente e olhou pela janela. “O sol parece convidativo hoje. Que tal dar um passeio?
Gareth hesitou por um momento, sem demonstrar oposição clara.
E assim, os dois se aventuraram a sair da cabana de palha. Ao saírem, cruzaram inesperadamente o caminho de uma senhora idosa que voltava dos campos, carregando um fardo de colheitas recém-colhidas.
A mulher notou Gareth e cumprimentou-o calorosamente. Elisa observou Gareth por acaso, presumindo que alguém tão reservado quanto ele poderia ignorar tais interações.
Para grande surpresa de Elisa, Gareth sorriu e acenou calorosamente para a senhora idosa.
“Já voltei, vovó.”
A velha assentiu e depois desviou o olhar para Elisa. Um brilho de sabedoria brilhou em seus olhos enquanto ela falava em um dialeto e sotaque desconhecidos: “Essa deve ser a garota que você foi salvar, hein? Ela é uma verdadeira beleza, ainda mais adorável que a filha do chefe.”
A velha assentiu e depois desviou o olhar para Elisa. Um brilho de sabedoria brilhou em seus olhos enquanto ela falava em um dialeto e sotaque desconhecidos: “Essa deve ser a garota que você foi salvar, hein? Ela é uma verdadeira beleza, ainda mais adorável que a filha do chefe.”
Embora Elisa não tenha entendido bem as palavras, ela captou o sentimento – a velha estava lhe fazendo um elogio, que era gentil. Elisa respondeu com um sorriso amigável.
A alegria da velha ficou ainda mais aparente.
Gareth inclinou-se para Elisa e sussurrou: “A vovó nos resgatou na praia. Estamos hospedados na casa dela. Esta aldeia também abriga uma comunidade nativa. Ela é uma boa alma.
Depois de explicar, Gareth lançou um olhar para Elisa. “Só para esclarecer, ela trocou de roupa, não eu.”
Ao ouvir isso, Elisa ajustou seu traje desajeitadamente.
Ao acordar, a primeira coisa que notou foi sua roupa diferente. Embora isso a deixasse um pouco desconfortável, ela entendeu a necessidade da situação. Então, ela decidiu não insistir nisso.
Com certeza, Elisa tinha uma compreensão sólida do caráter de Gareth.
Ao longo dos dias que passaram juntos, a cautela e o constrangimento iniciais de Elisa perto dele desapareceram. Ela percebeu que seus julgamentos sobre ele estavam errados. Com os mal-entendidos esclarecidos, suas interações não eram mais tensas como antes; foi como se uma barreira invisível tivesse sido levantada.
Depois de se despedir da idosa, Gareth guiou Elisa para explorar mais a vila.
Por ter ficado muito tempo confinada no pequeno chalé, Elisa sentiu-se como se tivesse se transformado em um sapo no fundo de um poço, quase criando raízes na cama.
Só quando saiu ao ar livre percebeu a existência de um paraíso inexplorado. A ilha era cercada por inúmeras palmeiras e coqueiros. Parecia um pequeno refúgio, constantemente encharcado de clima agradável e céu limpo. Além disso, a água aqui possuía uma clareza cristalina, permitindo ver até o fundo.
A única distinção em relação a destinos turísticos costeiros específicos era o ar puro e a simplicidade genuína dos habitantes locais. Este lugar permaneceu intocado pela contaminação da indústria ou da vida moderna.
Parecia imaculado, semelhante a um santuário.
Elisa observou que a ilha era salpicada de casinhas do mesmo estilo em que ela estava hospedada – todas propriedades da idosa. Eles tinham uma semelhança incrível, tanto que ela se perguntou se alguém poderia acidentalmente encontrar o errado.
Porém, aninhada entre essas casas, uma estrutura maior chamou sua atenção. Ao contrário dos outros, que foram construídos com barro, este foi feito com tijolos e cimento. Era cercado por uma cerca e ostentava um jardim.
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