Capítulo 180 Ele estava em paz
Elisa se lavou. Percebendo os hematomas azul-púrpura sob seus olhos, ela os escondeu com corretivo para parecer um pouco apresentável.
Ela estava indo para o Templo Lumineer hoje. Seria inapropriado se ela aplicasse maquiagem pesada.
Ela dirigiu até Wickam Manor. Ela entrou na sala e viu Júlia já vestida, sentada no sofá esperando por ela. Elisa sorriu ao ver que Júlia estava de bom humor: “Vamos sair, vovó.”
Julia sorriu e acenou com a cabeça: “Só um segundo, querido.”
“Havia algo mais?” Elisa ficou confusa.
“Estou esperando por alguém.” Julia estava sendo reservada.
Antes que ela pudesse pensar mais, ela ouviu um carro lá fora. Ela se virou para o som quando Julia disse com entusiasmo: “Vamos! Vamos agora!”
Ela se levantou e puxou a mão de Elisa.
Era Gareth. Gareth era quem dirigia o carro. Ele ficou no carro sem intenção de sair. Os olhos de Elisa se estreitaram. Ela se virou para Julia: “Vovó…?”
“Liz, deve ser o destino. Já que o Sr. Bridgewood disse que Gareth é o…”
Reencarnação de seu filho que faleceu.
Ela hesitou e não terminou a frase. “Então ele deveria vir comigo para que o Sr. Bridgewood possa dar uma olhada nele.” Ela acrescentou com entusiasmo.
Elisa, “…”
Elisa não sabia como responder.
A vovó deve ter acreditado completamente no que ela havia dito ontem. Ela estava trazendo Gareth para confirmar o que tinha ouvido.
O que Elisa poderia dizer?
Elisa suspirou interiormente. Por que ela não conseguia se livrar de Gareth? Mais importante ainda, por que Gareth não se sentiu incomodado com a presença contínua dela?
Eles eram divorciados. Então por que ele ainda a incomodava? Por que ele simplesmente não foi trabalhar? Ele tinha uma companhia para mantê-lo ocupado e mesmo assim estava aqui, trazendo sua avó e sua ex-mulher a um templo para ouvir sobre suas vidas passadas.
O humor de Elisa melhorou com a ideia. Gareth deve estar mais irritado do que ela.
Seu desconforto a fez se sentir muito melhor. Ela estava disposta a suportar qualquer constrangimento para testemunhar isso.
“Venha, Liz. Gareth nos levará até lá.”
Elisa concordou e entrou no carro atrás de Júlia.
Gareth estava quieto. A porta se fechou atrás deles e ele começou a dirigir.
Elisa franziu os lábios e ficou em silêncio. Julia, por outro lado, estava quase tremendo de excitação. Ela segurou a mão de Elisa com força e disse ansiosamente: “Minha querida, o que você acha que o Sr. Bridgewood dirá?”
Elisa piscou. “Isso depende do destino, não é, vovó? Não podemos forçar nada.”
“Você tem razão. Nada deve ser forçado.” Julia riu.
Gareth franziu a testa. Ele não gostou de ouvir isso. Ele acreditava ser o dono de seu próprio destino.
Julia estava de ótimo humor no caminho para lá. Ela conversou sem parar com Elisa.
Era como se ela tivesse abandonado completamente o que havia acontecido. No entanto, Elisa sabia que isso era apenas superficial. Ela ainda manteria aquele pequeno pedaço de esperança. Ela só acreditaria plenamente quando ouvisse da boca do próprio Sr. Bridgewood. No momento, ela estava evitando pensar nisso para evitar decepções.
Elisa percebeu suas ações e manteve a conversa.
Gareth, surpreendentemente, não se sentiu irritado com o som da conversa. Ele dirigiu silenciosamente.
Como se ele estivesse em paz.