Talvez tenha sido por causa dessa frase que Gareth se lembrou dela até agora.
A refeição foi bastante agradável. Em suma, ela tinha tudo o que desejava.
Depois do jantar, Julia voltou da caminhada matinal.
Elisa e Gareth estavam prestes a sair.
Julia perguntou enquanto fazia exercícios: “Onde vocês estão indo? Está quase na hora do almoço.
Gareth olhou para Elisa ao lado dele. Ela sabia que estava errada, então permaneceu em silêncio.
Era raro vê-lo ajudá-la.
Gareth respondeu: “Acabei de comer, então não vou almoçar. Preciso fazer uma viagem à delegacia.
Julia assentiu em compreensão, seus lábios se curvando em um sorriso largo. Ficou claro que ela estava ciente de tudo o que havia acontecido de ontem até hoje.
Ela acenou com a mão. “Então vocês deveriam ir.”
Depois que as duas saíram, uma após a outra, Júlia e Maria observaram suas figuras em retirada, estalando a língua de admiração.
“Basta olhar para eles. Eles são uma combinação perfeita. Até as suas silhuetas se complementam tão bem.”
Maria entrou na conversa: “Exatamente, hoje…”
Maria contou todas as ações de Gareth hoje, o que fez Julia rir tão feliz que ela não conseguiu fechar a boca.
Esse patife finalmente pegou.
Depois da conversa de ontem, Elisa certamente irá reconsiderar o relacionamento deles.
Este é o momento perfeito para voltarmos a ficar juntos.
Julia olhou para a porta, vendo o carro desaparecer de vista. Ela não pôde deixar de murmurar: “Isso é tudo que posso fazer. É melhor que esse patife aproveite ao máximo.”
Do outro lado, o carro estava surpreendentemente silencioso.
Mas desta vez, Elisa não se sentiu estranha ou perdida, em vez disso, houve uma sensação de calma.
Parecia que os dois não precisavam dizer nada para aliviar o clima ou trazer deliberadamente à tona um assunto.
O simples fato de estarem juntos em um silêncio pacífico também pode trazer uma sensação de conforto e tranquilidade.
Inconscientemente, Gareth diminuiu o ritmo. Ele desejou que esses momentos de paz pudessem passar um pouco mais devagar e mais devagar.
Não importa o quão devagar você fosse, sempre chegaria ao destino.
Assim que o carro de Gareth parou, Bella fez um telefonema como se tivesse cronometrado perfeitamente.
Elisa atendeu o telefone com uma expressão séria.
Ali, Bella disse algo que fez o rosto de Elisa escurecer cada vez mais.
Depois de um tempo, ela cantarolou em reconhecimento e imediatamente desligou o telefone.
Gareth olhou para ela, seus olhos questionando se algo havia acontecido.
Elisa olhou para a delegacia à frente, seu olhar sombrio e confuso. Ela soltou um longo suspiro. “Dizem que os perversos terão o seu castigo, mas quem diria que os vilões também têm os seus protetores.”
A observação aparentemente absurda de Elisa lembrou Gareth de alguém.
Se ela interviesse, esse assunto poderia de fato se tornar um tanto desafiador.
“Vamos.” Elisa desafivelou o cinto de segurança e foi a primeira a sair do carro.
Ela teve que enfrentar isso, pois não havia como escapar.
Gareth também saiu do carro.
Os dois entraram na delegacia, um pela esquerda e outro pela direita.
Na delegacia, alguém veio imediatamente cumprimentá-los.
O capitão, acompanhado por um oficial subalterno, aproximou-se para apertar a mão de Gareth.
Gareth não falou nem se moveu, simplesmente apontou para Elisa. Sua intenção não poderia ser mais óbvia.
Seu propósito ali era apenas fazer uma aparição. O que foi crucial foi a atitude de Elisa.
As pessoas da delegacia entenderam imediatamente e perguntaram a Elisa sobre suas intenções.
Com um sorriso nos lábios, Elisa disse: “Quero conhecer Rochell e Paul”.
Ao ouvir isso, o jovem policial se viu em um dilema.
Depois de olhar para Gareth e depois para Elisa, ele gaguejou: — Receio… receio que não seja possível.